03 março 2011

O objetivo da vida


 Os livros e o objetivo da vida

A glória do mundo é passageira, e não é ela que nos dá a dimensão de nossa vida – mas a escolha que fazemos, de seguir nossa lenda pessoal, acreditar em nossas utopias, e lutar por elas. Somos todos protagonistas de nossas existências, e muitas vezes são os heróis anônimos que deixam as marcas mais duradouras. Conta uma lenda japonesa que certo monge, entusiasmado pela beleza do livro chinês “Tao Te King”, resolveu levantar fundos para traduzir e publicar aqueles versos em sua língua pátria. Demorou dez anos até conseguir o suficiente. Entretanto, uma peste assolou seu país, e o monge resolveu usar o dinheiro para aliviar o sofrimento dos doentes. Mas assim que a situação se normalizou, de novo partiu para arrecadar a quantia necessária à publicação do Tao. Mais dez anos se passaram, e quando já se preparava para imprimir o livro, um maremoto deixou centenas de pessoas desabrigadas. O monge de novo gastou o dinheiro na reconstrução de casas para os que tinham perdido tudo. Outros dez anos correram, ele tornou a arrecadar o dinheiro, e finalmente o povo japonês pôde ler o “Tao Te King”.

Dizem os sábios que, na verdade, esse monge fez três edições: duas invisíveis, e uma impressa.Ele acreditou na sua utopia, combateu o bom combate, manteve a fé em seu objetivo, mas não deixou de prestar atenção ao seu semelhante. Que seja assim com todos nós: às vezes os livros invisíveis, nascidos da generosidade para com o próximo, são tão importantes quanto aqueles que ocupam nossas bibliotecas.
por: Paulo Coelho

Pois é nós seres humanos devemos ter a capacidade de entender que não existiríamos sem o outro. Todo "Ser" existe porque tem outro que lhe dar existência. Devemos ter como fundamento de nossa existência a SOLIDARIEDADE e, a busca constante de ajudar o outro o próximo, de acreditar em um futuro melhor para nós e para nosso semelhante. “Precisamos procurar nos colocar mais no lugar do outro” Temos vivido momentos de alguns caos e atrocidades que nos fazem refletir sobre como somos com o próximo, muitas vezes nos prendemos a desculpas de não termos como ajudar, e no entanto não nos damos conta que uma palavra amiga ou um minuto de atenção dado ao próximo pode confortar e consolar ao irmão. Precisamos nos desprender o suficiente para deixarmos nosso egoísmo de lado e em muitas situações mudarmos nosso rumo em prol do próximo mais necessitado. Deus nos deu o maior ensinamento:  "Amar ao próximo como a ti mesmo"  
Que todos os seus atos sejam a realização da vida de Deus que está em você e no irmão, ame sem cessar, pois o amor é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14).
Paz e Bem pra você.


02 março 2011

No comando de uma escola de samba (Virtual)

Imagine que você é um produtor musical, com uma mesa de som na sua frente. A faixa gravada você controla da forma que achar melhor. Aumenta a bateria, deixa mais grave o som do baixo, duplica o vocal. Tudo pela internet. Isso ainda não foi feito, mas o iG chegou perto já, fazendo com que o usuário comando os sons de uma escola de samba. O princípio é simples, e a execução foi muito bem feita: é possível escolher deixar só o repique, a caixa e a cuíca tocando na avenida. Ou apenas um, ou tudo junto. Com informação visual sobre a área onde cada um se localiza na avenida, durante o desfile.

No infográfico Veja como funciona a bateria da Grande Rio, o iG chamou membros da escola de samba Grande Rio para reproduzir no estúdio alguns instrumentos usados durante um desfile. Cada faixa foi separada e montada em um especial no site, onde você pode controlar os músicos, uma interatividade que agrada mesmo quem não gosta de carnaval. Controlar um instrumento com um botão é um caminho interessante para infografias que lidem com música. No YouTube é possível achar faixas separadas de músicas famosas (experimentem ouvir Helter Skelter dos Beatles somente com os vocais da música). A grande maioria é tirada de jogos como Guitar Hero e Rock Band, que emulam o ato de tocar bateria, baixo, guitarra e vocal em uma banda. Estas faixas originais dos artistas estão no software do jogo com os instrumentos separados para garantir a jogabilidade.


Além da experiência interativa, o infográfico do iG ainda traz vídeos da gravação com os músicos e um esquema mostrando como é a movimentação da bateria durante o desfile. Este conteúdo é muito mais um making of, até desnecessário para o especial – mas em algumas partes ajuda a entender como o jornalismo interativo multimídia é produzido. O fato dos autores da infografia não estarem creditados na arte é uma falha (só dá para saber quem fez direto na página de infografias do portal).
O iG, aliás, é dos veículos que mais produz boas infografias no Brasil.
Por Felipe Lavignatti  
Fonte: Jornalismo Digital.org