23 junho 2010

A vida, o Amor....





Sou um pouco
criança às vezes;
parte de mim continua
sendo um botão entreaberto,
cujos sonhos mais belos
guardo num cantinho secreto...
(Iveti Specorte)

17 junho 2010

Soneto 17

Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare

16 junho 2010

Bola de futebol é transformada em bolsa sustentável

Em época de Copa do Mundo, tudo que remete a futebol se tornacentro das atenções. Para unir essa paixão mundial à sustentabilidade, uma loja de produtos ecológicos lançou uma bolsa feita artesanalmente a partir de uma bola de futebol reciclada
A Branch possui diversos produtos sustentáveis em seu catálogo e conta em seu site que se “apaixonou pela bolsa assim que a viu”. Ela é feita a partir de uma bola real, que depois de usada foi virada ao avesso e costurada com alças e outros acessórios.

A parte de dentro é feita com lona de caminhão reciclado e possui bolsos e divisões “do tamanho ideal para você colocar seu celular”, diz o site da loja. O dono da nova bolsa ainda pode encontrar informações sobre o antigo proprietário da bola na parte interna do produto – o que o torna ainda mais especial.Cada modelo é único e personalizado e já pode ser encomendado no site da Branch.
Fonte:http://blog.eco4planet.com

Participe nesta quinta, na ABI, de Ato Nacional pelo Diploma


O Rio de Janeiro foi o estado escolhido para sediar a principal manifestação da Campanha em Defesa do Diploma, nesta quinta-feira, 17, quando se completa um ano da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu a obrigatoriedade do título para o exercício da profissão de jornalista. Será às 10h em frente à ABI (Associação Brasileira de Imprensa) – Rua Porto Alegre 71, Centro. Membros da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que analisa a proposta de emenda constitucional 386/09, que resgata a exigência do diploma, vão visitar a ABI para debater a chamada PEC dos Jornalistas. Também estarão presentes os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio, Suzana Blass. Nos demais estados também estão programados debates e manifestações neste 17 de junho, data estabelecida como o Dia Nacional de Luta dos jornalistas brasileiros.

Os parlamentares do Rio de Janeiro estão tendo atuação de destaque na luta pela volta da obrigatoriedade do diploma para jornalista. O papel deles foi relevante na primeira audiência pública promovida no último dia 9 pela Comissão Especial (CE) para analisar na Câmara dos Deputados a PEC dos Jornalistas. Além do trabalho dos deputados Hugo Leal (PSC) e Chico Alencar (PSOL), respectivamente relator e membro da CE, as intervenções do deputado Arolde de Oliveira (DEM) foram decisivas para que se considerasse a audiência um sucesso. “Sabemos hoje que a decisão de acabar com o diploma teve um conteúdo político muito forte. Como esta é uma Casa política (o Congresso Nacional), vamos decidir politicamente esta questão”, explicou Arolde de Oliveira. O deputado considera equívoco do STF ter acabado com a obrigatoriedade do diploma para o jornalista e pensa o mesmo quanto à decisão da Corte de revogar a Lei de Imprensa. “Criaram-se vácuos com o fim da lei e cabe também ao Congresso corrigir esse outro erro.”
O jornalista Leonel Aguiar vai participar da próxima audiência pública da Comissão Especial. Coordenador de Comunicação Social da PUC-RJ, Leonel participa ativamente do movimento em favor do diploma. Na sua opinião, o maior inimigo nessa luta está nas instituições de nossa própria área organizadas para combater o diploma. “Elas exercem grande influência sobre estudantes, professores e jornalistas. É preciso trabalhar melhor esta questão de fora para dentro.” As sociedades atuais, segundo ele, exigem formação acadêmica específica para diversas profissões e com o jornalismo não pode ser diferente. No campo jornalístico se produz um tipo de informação e de linguagem bem característica – a notícia e a reportagem – para ser amplamente acessível aos mais diferentes setores da sociedade, explica. Além disso, a obrigatoriedade do diploma não significa cerceamento à liberdade de expressão e de opinião. “A qualificação acadêmica específica é um instrumento político de garantia do interesse público por informações de melhor qualidade jornalística, produzidas com responsabilidade social e parâmetros éticos. Na verdade, o que fere a livre e irrestrita divulgação de pensamento dos diversos segmentos sociais são os interesses econômicos e/ou políticos das empresas jornalísticas e dos monopólios da indústria cultural”, assegura.

Apelos no Senado
Tramitam no Congresso Nacional duas propostas de emenda constitucional que exigem a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista, que foram aprovadas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) das duas Casas. Na Câmara dos Deputados, a PEC 386, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT), está sendo analisada pela Comissão Especial na C e o seu relator, Hugo Leal, disse que pretende manter integralmente o texto da PEC e aprová-lo o mais rapidamente possível até o próximo dia 23 de junho. No Senado, a PEC 33/09 está na Mesa Diretora desde o dia 2 de dezembro do ano passado, quando foi aprovada pela CCJC. Seu autor, o senador Antonio Carlos Valadares, líder do PSB, fez um apelo veementes em março passado aos integrantes da Mesa para que a PEC seja colocada imediatamente na pauta de votação do plenário. Como se trata de emenda constitucional há necessidade de dois turnos de votação para ser aprovada pelo Senado e então seguir para avaliação da Câmara dos Deputados. Há quem defenda a junção das duas propostas, mas nenhuma ação concreta se concretizou nesse sentido.

15 junho 2010

Vida *** Amor

Vamos encher a vida de amor, solidariedade, respeito, 
amar incondicionalmente, até mesmo aquele que nos
magoou. O sentimento que emanamos para o mundo
é o mesmo que receberemos do mundo.
                                                           
NÃO QUERO MAIS SABER
QUEM PINTOU MEU UNIVERSO DE PRETO!
EU QUERO O RESTO DA TINTA
PARA COLORIR ELE TODINHO 


12 junho 2010

Somos todos Um.... ROBERT HAPPÉ 4


Robert Happé nasceu em Amsterdan, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibete, Cambodja e Taiwan. Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência. A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.
Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.
http://www.roberthappe.net

Nossa História ... África



Temos sido bombardeados por imagens, informações sobre a Copa do Mundo. As emissoras de  disputam  cada segundo, minuto e hora a audiência. No jornalismo sensacionalista ou mesmo com mensagens que nós já sabemos deste povo que sempre foram os primórdios da humanidade: "ÁFRICA MÃE" povo que vive na alegria apesar de suas lutas, a África - Mãe de Nosso Planeta. Coração que pulsou por milhões de anos e que agora clama para nosso bom senso em olha-la de forma humanitária, pois Ela (A África ) insiste em nos transmitir que Ela necessita de nossos maiores esforços, pois o coração da terra está morrendo. Apresenta grande diversidade étnica, cultural e política. Nesse continente são visíveis as condições de pobreza, sendo o continente africano o mais pobre de todos; dos trinta países mais pobres do mundo com muitos problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida, e apesar disso existem alguns poucos países com um padrão de vida razoável se compararmos como no máximo ao Brasil ou Bulgária, assim não existe nenhum país realmente desenvolvido na África. O subdesenvolvimento, os conflitos entre povos e as enormes desigualdades sociais internas, são o resultado das grandes modificações introduzidas pelos colonizadores europeus.
São 820 milhões de habitantes possui uma incrível diversidade cultural e ambiental. Patrimônios históricos e naturais. Reconhecida como o berço do Homo Sapiens. Infelizmente nas escolas e nos livros, costumamos estudar apenas a história de um povo africano: os egípcios. Porém, na mesma época em que o povo egípcio desenvolvia sua civilização, outros povos africanos faziam sua história.

11 junho 2010

Planeta Água


 Autor/cantor: Guilherme Arantes
Somos responsaveis pelo Planeta amigos. A Terra Planeta Água, porém se não economizarmos ficaremos com sede. É preciso que haja consciência, fazermos a nossa parte e sensibilizar nossos vizinhos, amigos, familiares e ensinar o valor da água as nossas crianças. E, então vamos cuidar melhor de nossa ÁGUA e da nossa natureza pra não faltar coisas maravilhosas  paras nossas futuras crianças.

Mico do apresentador "Fantástico" ...?

O jornalista Zeca Camargo se desculpou em seu blog na tarde desta quinta-feira (10) por ter bocejado ao vivo durante a apresentação do "Fantástico", na TV Globo, no último domingo (6). O apresentador disse que cada pessoa reagiu de uma maneira e que seu texto serve para pedir "eventuais desculpas a quem se ofendeu com o gesto involuntário (e que bocejo não é um gesto involuntário?)", escreveu.
"A atitude ideal é sempre admitir o impasse, reconhecer o acontecido, e tentar se divertir um pouco com ele."


Segundo Zeca, existe uma explicação técnica para o que aconteceu, mas isso não serve de desculpas. "Eu mesmo, junto com as pessoas da equipe, ao mesmo tempo que lamentávamos os problemas técnicos que nos levaram até aquilo, estávamos comentando com certo humor o acontecido". Ele ainda conta que se surpreendeu com a quatidade de acessos que o vídeo teve no YouTube, cerca de um milhão, e com a repercussão em outras redes sociais, como o Twitter. Ainda ironizou dizendo que o mundo anda sem-graça para o assunto ter gerado tamanho interesse. "Não tem um campeonato mundial acontecendo nos próximos dias; ... não tem uma decisão importante para os eleitores brasileiros dentro de alguns meses".

Jornalista é preso por atrapalhar investigações de assalto na África do Sul

Um jornalista sul-africano foi preso na última quarta-feira (9) por interferir nas investigações do roubo a outros profissionais de imprensa europeus, ocorrido na cidade de Magaliesburg, na África do Sul. A coronel Charmaine Muller disse ao jornal sul-africano Mail & Guardian que o jornalista foi detido por apenas uma hora e apenas recebeu uma advertência. Ela também disse não saber para qual veículo ele trabalha.Na manhã desta quinta-feira (10), a polícia prendeu os acusados do assalto e recuperou todos os equipamentos e objetos pessoais dos repórteres.Um outro assalto a um grupo de jornalistas chineses, também na última quarta-feira, levou as autoridades do país africano a alertar os turistas que acompanham o Mundial, segundo a AFP."Pedimos aos cidadãos e aos visitantes que prestem atenção em sua segurança pessoal", declarou o porta-voz de segurança do Executivo da África do Sul, Themba Maseko, através de um comunicado. "Trabalhando juntos, podemos manter a segurança da competição para todos.

09 junho 2010

Vestido Azul - Wilson Simonal


 O cantor Wilson Simonal foi um grande fenômeno da sua época e penso que até os dias de hoje. Hoje rendo homenagens a este grande poeta da nossa música popular Brasileira. Wilson Simonal foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960/70.Nessa época, era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela mídia e pelos fãs em todo Brasil. Foi o primeiro artista negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país - o “Show em Si...Monal”, dirigido por Carlos Imperial e acompanhado pelo grupo Som 3 com os extraordinários músicos Cesar Camargo Mariano (pianista), Toninho ( batera) e Sabá(contrabaixista).Faleceu em junho de 2000.E já que agora só se fala em Copa do Mundo é curioso a caminhada de Wilson Simonal na música e no futebol.No início dos anos 1970, o carismático Wilson Simonal já misturava samba, jazz, pop e soul, em seu elástico repertório. Admirado por astros internacionais, como Stevie Wonder e Sarah Vaughan, viu sua carreira de grande sucesso ser abortada por um episódio de implicações políticas, que gera polêmica até hoje. Dizia Wilson:
- 'Minha conduta não é a mesma das pragas vermelhas.O que importa para mim é:A liberdade,a arte,a música". Exatamente o que os covardes,asquerosos políticos do passado atacaram quando perseguiram Simonal e continuam perseguindo a todos que não seguem a cartilha,em qualquer tempo,ou lugar.

Curiosidade:
Na Copa do Mundo de 1970 o cantor Wilson Simonal muito amigo de Pelé, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, viajou para o México e acompanhava de perto a seleção brasileira sendo uma pessoa assídua na concentração. Certo dia os jogadores resolveram aprontar uma gozação em cima do Simona com o consentimento do treinador Zagallo.Após a contusão de um dos jogadores, o treinador consultou Simonal se ele gostaria de preencher a vaga do jogador que seria cortado. Imediatamente o convite foi aceito.O resultado da brincadeira foi catastrófico: Ele acreditou !!!
Levou tão a sério que no dia seguinte, foi um dos primeiros a chegar para treinar. Não deu 15 minutos de aquecimento e ele se sentiu mal, desmaiou e teve que ser socorrido e receber oxigênio. Quando acordou, viu que estava todo mundo na gargalhada e que tudo não passou de uma farra.,Assim terminou o sonho de quem acreditava ser o ponta direita da seleção.

Jornalistas trocam experiências sobre notícias online durante seminário em São Paulo

Com olhares atentos divididos entre os palestrantes e o Twitter, mais de 100 jornalistas, acadêmicos, programadores e estudantes participaram do Primeiro Seminário Internacional de Jornalismo Online, organizado em São Paulo no sábado, 29 de maio, pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, pela Faculdade Cásper Líbero e pela ONA-Brasil, o capítulo brasileiro da organização americana Online News Association. As palestras no auditório da Faculdade Cásper Líbero também foram acompanhadas ao vivo pela internet. Num momento em que a internet se torna uma das principais fontes de informação para grande parte da população, os jornalistas têm o desafio de repensar sua atividade e usar novas ferramentas para noticiar, de forma abrangente, os mais diversos assuntos. “Ficamos todos surpresos com a qualidade e a variedade das experiencias do jornalismo online do Brasil que foram apresentadas durante o evento, como experiencias interativas criadas por jornalistas-programadores, novas narrativas multimídia e o uso criativo de conteúdo criado pelos usuários”, disse o professor Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. “O seminário mostrou que o jornalismo online no Brasil é grande, forte, dinâmico e inovador, mas carece de mais oportunidades como esta, onde os jornalistas têm a chance de aprender uns com os outros e compartilhar suas experiências”. Num momento em que a internet se torna uma das principais fontes de informação para grande parte da população, os jornalistas têm o desafio de repensar sua atividade e usar novas ferramentas para noticiar, de forma abrangente, os mais diversos assuntos. “Ficamos todos surpresos com a qualidade e a variedade das experiencias do jornalismo online do Brasil que foram apresentadas durante o evento, como experiencias interativas criadas por jornalistas-programadores, novas narrativas multimídia e o uso criativo de conteúdo criado pelos usuários”, disse o professor Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. “O seminário mostrou que o jornalismo online no Brasil é grande, forte, dinâmico e inovador, mas carece de mais oportunidades como esta, onde os jornalistas têm a chance de aprender uns com os outros e compartilhar suas experiências”. A colaboração entre hackers e jornalistas para extrair dados públicos na marra foi o tema da palestra do jornalista e programador Pedro Valente, do Yahoo.

O professor Walter Lima, da pós-graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, lembrou que atualmente os critérios de relevância da notícia não são mais definidos unicamente pelos jornalistas, o que traz um novo panorama para os profissionais. Outro desafio foi destacado por Rubens Almeida, diretor de integração do iG: poucos jornalistas estão preparados atualmente para encontrar dados interessantes nas bases de dados disponíveis. No segundo painel, o jornalista espanhol Mario Tascón, diretor e fundador do site LaInformacion.com, fez uma palestra por skype sobre o uso de mídias sociais e notícias geradas pelo público. Ele apontou que os jornalistas online estão deixando de se preocupar com o que fazem as agências de notícias para ocupar-se da demanda do público em tempo real – numa atividade onde se relacionam os profissionais da redação, os usuários e as máquinas.  Jornalistas do Terra, do G1 e da Folha Online discutiram o tamanho e os limites da influência do leitor na fabricação de notícias. David Butter, editor de suplementos e interatividade do G1, mencionou que, apesar da influência crescente do leitor no noticiário, 75% do material enviado pelos usuários é descartado pelo site, após verificação pelos jornalistas. Na Folha Online, 90% é jogado fora, segundo o secretário de redação, Ricardo Feltrin. Já Ana Brambilla, editora de mídias sociais do Terra Networks, afirmou que consegue aproveitar quase integralmente o conteúdo dos leitores. Representantes da BBC News, de Londres, do Globo, do Portal Exame e da Universidade Estadual da Paraíba discutiram os desafios e oportunidades para o jornalismo nas plataformas digitais móveis, durante o terceiro painel. Paul Brannan e Jim Haryott, especialistas em plataformas emergentes da BBC News, em Londres, apresentaram casos de uso inovador de tecnologias móveis, incluindo a realidade aumentada nas ruas da capital inglesa. Quando perguntado se a velocidade da informação online irá prejudicar a qualidade das notícias, Brannan respondeu: “A questão é quase irrelevante”, uma vez que a rapidez no fluxo de dados é uma situação irreversível. Cilene Guedes, coordenadora de mobilidade e plataformas digitais de O Globo, lembrou que o conteúdo para as plataformas móveis deve ser feito pensando não nos aparelhos, mas nas pessoas em movimento. E lembrou que os modelos de financiamento ainda estão se formando: “As agências de publicidade precisam aprender a vender publicidade para esse novo meio”, afirmou. A evolução da narrativa jornalística na web foi o assunto do quarto painel, mediado por Pedro Doria, editor de conteúdos digitais do Estadão. A gerente senior de produtos para portais e parcerias do MSN de Londres, Katie King, também diretora da Online News Association, mostrou novas ferramentas para contar uma história pela internet – como o programa photosynth, que gera imagens tridimensionais usando fotografias. Alberto Cairo, editor de multimídia e infografia da Editora Globo, mencionou a tendência de se usar a infografia para narrar acontecimentos pelo meio digital, inclusive as notícias de última hora .

Daniel Jelin, editor da Veja.com, ressaltou o perigo de focar demasiadamente nos infográficos e esquecer outros aspectos do jornalismo – como um bom título e uma boa narrativa de texto. Ele também se mostrou preocupado com fato de que muitas equipes multimídia ainda trabalham na base do improviso e do voluntarismo. No último painel, foram apresentadas as experiências bem-sucedidas de duas associações formadas por jornalistas para trocar experiências e discutir formas de aprimorar o trabalho diário: a Online News Association (ONA), dos EUA, e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Kate King, diretora da ONA, falou sobre o rápido crescimento da organização: criada em 1999 com 30 membros, ela tem hoje 1,5 mil integrantes em 39 países .Angela Pimenta, editora da revista Exame e diretora do capítulo brasileiro da ONA, falou sobre a intenção dos jornalistas brasileiros de continuarem o debate sobre jornalismo online. A experiência da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), uma das mais atuantes na área em todo o mundo, foi apresentada pelo jornalista Fernando Rodrigues, presidente da organização. Ao fim do encontro, os participantes decidiram continuar trocando experiências sobre jornalismo online através de uma lista de discussão na internet, que no futuro poderia se tornar uma associação voltada para debates na área e o aprimoramento profissional.


Fonte:
knightdigitalmediacenter.org