27 fevereiro 2010

Polem Poético no Leme



- Especialmente na quarta-feira 03 de Março o Polem Poético estará mias do que especial artistas convidados - Estrada 55.  Imperdivell você vai amar este espaço, momento de muita poesia.  - O Poema no Leme acontece toda quarta-feira, às 19h, no Quiosque Estrela de Luz - Av. Atlântica em frente ao La Fiorentina - Copacabana

24 fevereiro 2010

Makula 100% África na Lapa com Helio Ramalho


Na quinta-feira (dia 04 de março), a MAKULA - a única festa 100% dedicada aos afro sounds mais baloiçantes da Guanabara - invade o MOFO LAPA (Rua Mem de Sá, 94 - Lapa) para mais uma edição antológica, com show de Helio Ramalho (de Cabo Verde)!

Os DJs Lucio Branco (Soul, Baby, Soul!), Gustavo Benjão (DO AMOR) e Zé McGill (from Oregon) convidam a todos que curtam gastar a sola do sapato ao som da música do continente berço da humanidade.

Balaio Cultural com Noção Rasta

SEA E Inea capacitam agentes ambientais

Quarenta agentes ambientais que participaram do Projeto de Mobilização Social para Recuperação do Rio Pavuna-Meriti (2008/2009) iniciaram, nesta terça-feira (23/02), o curso de Capacitação em Educação Ambiental promovido pela Secretaria do Ambiente e Instituto Estadual do Ambiente (Inea).As aulas contemplam teoria, prática e visitas orientadas relacionadas a diversos temas, como princípio e objetivos da educação ambiental; ética ambiental; agenda 21; coleta seletiva; lei contra crimes ambientais; licenciamento; saneamento; responsabilidade ambiental ; estrutura das Instituições Ambientais do Estado do Rio de Janeiro; entre outros.O curso terá carga horária de 88 horas e ocorrerá às terças e quintas-feiras, das 09h às 13h, no auditório do Inea, em São Cristovão, e as aulas práticas serão ministradas na Associação Comercial de Rocha Miranda.Na primeira aula, os alunos puderam conhecer a metodologia do curso, o material didático e participaram ainda de uma dinâmica visando à integração e sensibilização do grupo.

A mesa de abertura foi composta por Pólita Gonçalves, Teresinha Miranda, Lourdes Guimarães, Lúcia Carrera, Newton Pereira (SEA/Inea) e por Jocelino Porto, do Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP).Os organizadores ressaltaram a importância das lideranças comunitárias estarem capacitadas para o controle social pela recuperação ambiental de suas regiões. Os agentes receberão instruções sobre elaboração de projetos para que possam aplicar os seus conhecimentos na comunidade e, desta forma, contribuir para a transformação através da participação social. (http://www.ambiente.rj.gov.br/imprensa/detalhe_noticia.asp?ident=1095)


23 fevereiro 2010

Caranaval 2011 - Mais banheiros e Menos blocos...



O carnaval carioca teve muitas alegrias, criatividades, irreverência e polémicas a vista. Os números foram acima do esperado pelas autoridades do Turismo. Cerca de 800 mil turistas. Os blocos de rua reuniram cerca de 3,5 milhões de foliões, um milhão a mais que o previsto.
Finalmente o Rio ofereceu ao seu povo um carnaval democrático e não somente para quem pode pagar. E para buscar superar um dos maiores problemas registrados neste carnaval de rua, está prevista a instalação de 600 banheiros químicos a mais durante os dias de blocos. Mais de 300 pessoas foram presas por estarem fazendo xixi na rua, durante a passagem dos blocos. E apesar de ter deixado a desejar os banheiros químicos ainda assim foram a salvação a novidade ficou por conta do banheiro químico apelidado de - "fraldão". Uma outra medida a ser tomada é a
diminuição do número de blocos em Ipanema, Gávea, Leblon e Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e em Santa Teresa, no Centro. De acordo com a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT), houve queda de 26% no registro de roubos e furtos contra turistas. Segundo o secretário, os blocos terão até o dia 1º de setembro de 2010 para efetuar o credenciamento junto à Riotur.

20 fevereiro 2010

Monobloco



Monobloco completa 10 anos considerado um dos principais blocos de rua do Rio de Janeiro e uma das bandas mais importantes do Brasil. Neste domingo
(21/02)
têm desfile do Monobloco às 09h partindo da Av. Rio Branco até Cinelândia,
Então prepare sua fantasia e vamos colocar o bloco na rua..

18 fevereiro 2010

Mulheres de Chico

 Sábado têm mais fervo de carnaval com o 
Bloco: MULHERES DE CHICO 
Praça Antero de Quental – Leblon Concentração: 15 hs

13 fevereiro 2010

A ilusão do reflexo


Conta-se que um pai deu a sua filha um colar de diamantes de alto preço. Misteriosamente, alguns dias depois o colar desapareceu. Falou-se que poderia ter sido furtado. Outros afirmaram que talvez um pássaro tivesse sido atraído pelo seu brilho e o levado embora. Fosse como fosse, o pai desejava ter o colar de volta e ofereceu uma grande recompensa a quem o devolvesse: R$ 50.000,00. A notícia se espalhou e, naturalmente, todos passaram a desejar encontrar o tal colar.
Um rapaz que passava por um lago, próximo a uma área industrial, viu um brilho no lago. Colocou a mão para proteger os olhos do sol e certificou-se: era o colar. O lago, entretanto, era muito sujo, poluído, e cheirava mal. O rapaz pensou na recompensa. Vencendo o nojo, colocou a mão no lago, tentando apanhar a jóia. Pareceu pegá-la, mas sentiu escapulir das suas mãos. Tentou outra vez. Outra mais. Sem sucesso. Resolveu entrar no lago. Emporcalhou toda sua calça e mergulhou o braço inteiro no lago. Ainda sem sucesso. O colar estava ali. Mas ele não conseguia agarrá-lo. Toda vez que mergulhava o braço, ele parecia sumir. Saiu do lago e estava desistindo, quando o brilho do colar o atraiu outra vez. Decidiu mergulhar de corpo inteiro. Ficou imundo, cheirando mal. E ainda nada conseguiu. Deprimido por não conseguir apanhar o colar e conseqüentemente, a recompensa polpuda, estava se retirando, quando um velho passou por ali.
O que está fazendo, meu rapaz? O moço desconfiou dele e não quis dizer qual o seu objetivo. Afinal, aquele homem poderia conseguir apanhar o colar e ficar com o dinheiro da recompensa. O velho tornou a perguntar, e prometeu não contar a ninguém. Considerando que não conseguia mesmo apanhar o colar, cansado, irritado pelo fracasso, o rapaz falou do seu objetivo frustrado. Um largo sorriso desenhou-se no rosto do interlocutor.
Seria interessante, falou em seguida, que você olhasse para cima, em vez de somente para dentro do lago. Surpreso, o moço fez o recomendado. E lá, entre os galhos da árvore, estava o colar brilhando ao sol. O que o rapaz via no lago era o reflexo dele. A felicidade material se assemelha ao reflexo do colar no lago imundo. Na conquista de posses efêmeras, quase sempre mergulhamos no lodo das paixões inconseqüentes.
A verdadeira felicidade, no entanto, não está nas posses materiais, nem no gozo dos prazeres. Ela reside na intimidade do ser. Nada ruim em se desejar e batalhar por uma casa melhor, um bom carro, roupas adequadas às estações, uma refeição deliciosa. Nada ruim em desejar termos coisas. A forma como as conquistamos é que fará a grande diferença. Se para as conseguir, necessitamos entrar no lodaçal da corrupção, da mentira, da indignidade, somente sairemos enlameados, e infelizes. Esse tipo de felicidade é como o reflexo do colar na água: pura ilusão.
Somente existe verdadeira felicidade nas conquistas que a honra dignifica, que a consciência não nos acusa. Pensemos nisso. E, antes de sairmos à cata desesperada de valores materiais expressivos, analisemos o que necessitamos dar em troca. Porque nada vale que mereça sacrificar a honra, a dignidade pessoal, a auto-estima, a vida espiritual.
Tudo é passageiro na Terra.

09 fevereiro 2010

Para Quem Sofre

Experimente olhar tudo em seu fluxo feito de conexões e desconexões eternas e começará a compreender a complexidade da tarefa de viver. Vida é o drama criativo da existência. Existir e insistir será sempre problemático. Impõe cautela, acuidade, observação, ausência de plenas respostas. Viver dói, mas cura. Apesar do erros. Repare em tudo o que começa a dar certo dentro de você, compatibilizando seu ser com a sua vida.

Prepare-se para o que começa a se encaminhar para o que é bom em você! Seja capaz de aceitar e também enfrentar tudo de melhor que tem. É preciso força e coragem para aceitar o bem que mora em nós. Coragem serena, não arrogância.
Prepara-se para a sua capacidade de amar, para sua melhor beleza, para fazer cada vez melhor o que você sabe, seja quindim, amor, coleção de selos, estudos transcendentais, harpa, pipoca, sinuca ou cirurgia ocular.
Prepara-se para dar certo. Para ser querido. Para merecer o amor que teme. Aceite a pluralidade da vida. Somos vários num só e há muitas verdades no mundo, todas precárias. “Há tantas religiões quanto pessoas” (dizia Ghandi). Há tantos métodos quanto indivíduos. Experimente descobrir e até, se for possível, aceitar a visão da verdade que impulsiona o seu adversário e anima a luta de seu inimigo. Ouça o que ele tem a ensinar ainda que sob o manto da maldade ou da injustiça. Pense em todas as direções, com mão e contramão em cada estrada. Repare que só cresce e melhora quem entra, enfrenta e aceita o seu pior. Abra-se sem receio para tudo o que seja compreensão, até do que nunca foi nem será entendido. Aceite a complexidade que faz a vida e anima o homem a se agitar neste mundo, buscando realizar o que nunca conseguirá plenamente, mas lhe dará o alívio do dever cumprido uma das grandes Graças de Deus.
Arthur da Távola

07 fevereiro 2010

Admirar e garimpar as minas do coração humano, eis a nossa Vocação! ( Adaptado)


Uma das coisas que mais  fascina  é a capacidade admirável de Deus nos amar. Apesar de tantas atribuições que caracterizam o Amor no dia a dia, mas me importante,  a  admiração. Ora o Amor de Deus nos admira, com seu olhar nos acompanha, nos modifica através do amor. Quando você admira, você mira, e assim consegue ver muito além… É isso que Deus em seu grande amor nos faz. Nos admira porque nos vê além do que somos, do que deixamos de fazer. Por isso muitos amigos já não se entendem, muitos Casais e Namorados e mesmo muitas Famílias já não sabem mais como cultivar o Amor em suas relações, porque esqueceram-se de se admirar e de se olharem. O máximo que olhares abarcam são as aparências, o egoísmo, a arrogancia, os limites, as dificuldades.
Há uma beleza insondável no oficio do garimpeiro que nos permite entender o motivo da admiração nos emprestar um jeito diferente de Amar. A nossa vocação por ser fundada no Amor precisa se semelhante a de um garimpeiro. “Precisamos ser garimpeiros… das minas do coração humano”. E  só podemos exercer tamanha grandiosidade quando tivermos  a capacidade de admirar, e mirar além…
A admiração é uma ferramenta indispensável, pois ela empresta ao garimpeiro a coragem e a persistência. Ali no garimpo, ele rasga a dureza do chão em busca da pedra preciosa. Por vezes as mãos se ferem na busca, e a dor só se torna suportável porque há a esperança do encontro. Cada movimento é resultado de sua admiração. Cada gesto se torna admirável por ser fruto de sua habilidosa coragem de ver além das aparências dos cascalhos. Alias, só é admirável porque “COR + AGEM” é aquela força que age e brota do coração - (Cor, cordis = coração. Agem = força, agir). Ele admira e trabalha a mina à sua frente a partir da ótica do coração. Interessante e que singular movimento é o de Deus diante da Nós.
Para chegar à pedra rara, o garimpeiro terá seus dedos feridos pelas pedras comuns, mesmo que se utilize de outros instrumentos do garimpo. Não obstante, chega um momento em que ele precisa ignorar tais instrumentos e valer tão somente de suas mãos, pois a missão do seu oficio requer cuidados especiais. Assim também é a mão admirável do Amor de Deus que nos acompanha e nos ensina como garimpar os corações humanos. Ou  a mina do coração humano. O garimpeiro não se prende ao medo dos ferimentos, mas investe constantemente em movimentos de procura. Mete a unha no chão, peneira os excessos, remexe a lama, até que os seus olhos encontrem o brilho opaco da diferença.
E com a descoberta, o sorriso, a força, a luta renasce, restaura e faz esquecer a dor que marcou o tempo da procura. O Amor que admira sobrevive dessas buscas. Não nos esqueçamos que a nossa missão é vocação também. É bom por os olhos no que esperamos. É bom admirar aos que amamos. É bom também garimpar a mina do coração daqueles que encontramos. Aliás, penso que essa é de fato a nossa vocação. Um sorriso, uma acolhida, um abraço, um perdão, uma palavra de amor, um gesto de amizade, são terrenos fecundos para se cultivar esta vocação. Toda a mina tem pedras preciosas guardadas esperando pelo nosso oficio de garimpeiros. Que o Amor de Deus,  nos ajude admirar e nos ensine a garimpar quantas minas Ele nos permitir encontrar.
( Jerônimo Lauricio)

05 fevereiro 2010

VAMPIROS


Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.
Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.
Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.
Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.
(Martha Medeiros)

Qual será sua escolha hoje?


A vida, em si, não ensina!
É você quem decide, a cada momento, se há uma lição a ser aprendida...
Em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento...
Ou desperdiça todos os momentos e vai vivendo aos trancos e barrancos.
Coisas boas e ruins acontecem a todos indistintamente...
Se não existe o paraíso, podemos construir um oásis de paz, em nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem... Tudo depende da escolha. Podemos fugir à tristeza? Não. Podemos impedir as perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem? Não.
Mas podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor...
Podemos tornar nosso trabalho mais realizador... Podemos transformar o ódio em perdão... O ressentimento em compreensão... Basta tomar essa decisão! Escolhendo a melhor forma de resolver os conflitos e aprender com eles...
Desafie a você mesmo, criando um artifício para lidar, com o negativo. Invente um jogo em que ganhe pontos, diante de situações que você resolva com harmonia, ou perca pontos se não resistir a se fazer de vítima... Feche as portas ao automatismo burro... Ele faz sofrer e nos torna refém. Podemos ser, hoje, melhores do que ontem.


Cabe a você, somente a você, escolher se os acontecimentos de ontem, hoje e amanhã, serão usados para torná-lo uma pessoa melhor... Qual será sua escolha hoje?
Autor desconhecido.

02 fevereiro 2010

Os girassóis e nós. (Pe.Fábio de Melo)

Eles são submissos. Mas não há sofrimento nesta submissão. A sabedoria vegetal os conduz a uma forma de seguimento surpreendente. Fidelidade incondicional que os determina no mundo, mas sem escravizá-los. A lógica é simples. Não há conflito naquele que está no lugar certo, fazendo o que deveria. É regra da vida que não passa pela força do argumento, nem tampouco no aprendizado dos livros. É força natural que conduz o caule, ordenando e determinando que a rosa realize o giro, toda vez que mudar a direção do Regente.


Estão mergulhados numa forma de saber milenar, regra que a criação fez questão de deixar na memória daespécie. Eles não podem sobreviver sem a força que os ilumina. Por isso, estão entregues aos intermitentes e místicos movimentos de procura. Eles giram e querem o sol. Eles são girassóis. Deles me aproximo. Penso no meu destino de ser humano. Penso no quanto eu também sou necessitado de voltar-me para uma força regente, absoluta, determinante. Preciso de Deus. Se para Ele não me volto corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele resguarda o infinito de tudo o que ainda posso ser. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.


Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos. Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa. O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não colocarmos a direção dos nossos olhos.


Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos no risco de fazer ser o nosso sol, o que na verdade não passa de luz artificial. Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força humana colocada no lugar de Deus.


A vida é o lugar da Revelação divina. É na força da história que descobrimos os rastros do Sagrado. Não há nenhum problema em descobrir nas realidades humanas algumas escadarias que possam nos ajudar a chegar ao céu. Mas não podemos pensar que a escadaria é o lugar definitivo de nossa busca. Parar os nossos olhos no humano que nos fala sobre Deus é o mesmo que distribuir fragmentos de pólvora pelos cômodos de nossa morada. Um risco que não podemos correr. Tudo o que é humano é frágil, temporário, limitado. Não é ele que pode nos salvar. Ele é apenas um condutor. É depois dele que podemos encontrar o que verdadeiramente importa. Ele, o fundamento de tudo o que nos faz ser o que somos. Ele, o Criador de toda realidade. Deus trino, onipotente, fonte de toda luz.


Sejamos como os girassóis...
Uma coisa é certa. Nós estamos todos num mesmo campo. Há em cada um de nós uma essência que nos orienta para o verdadeiro lugar que precisamos chegar, mas nem sempre realizamos o movimento da procura pela luz.


Sejamos afeitos a este movimento místico, natural. Não prenda os seus olhos no oposto de sua felicidade. Não queira o engano dos artifícios que insistem em distrair a nossa percepção. Não podemos substituir o essencial pelo acidental. É a nossa realização que está em jogo. Girassol só pode ser feliz se para o Sol estiver orientado. É por isso que eles não perdem tempo com as sombras.
Eles já sabem, mas nós precisamos aprender.

http://www.fabiodemelo.com.br