15 março 2010

Augusto Boal



Desde 2008, no dia 16 de março, centenas de grupos em mais de 70 países dos cinco continentes comemoram o Dia Mundial do Teatro do Oprimido. O Ser Humano no Lixo, exposição de pinturas,  parte do acervo do Instituto Augusto Boal, além da homenagem Viva Boal que vai celebrar os 79 anos que neste dia completaria o criador do Teatro do Oprimido. Pela manhã o tema vai ser educação, e  as atividades estarão voltadas para os estudantes da rede pública. A tarde  - saúde mental: nos Centros de Atenção Psicossociais - Caps, hospitais psiquiátricos, hospitais de custódia, núcleos de atenção básica. A   noite o foco será os Pontos de Cultura espalhados pelo Brasil e na África lusófona: Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Senegal. A partir das 20 horas acontece a celebração Viva Boal. O encerramento será por conta do som de terreirada cearense com Geraldo Júnior e o grupo Forró de Raiz, que vieram do Cariri, sertão do Ceará, trazendo ritmos maravilhosos como o coco, forró, reisado, cabaçal, maracatu e outros. Grupos do Brasil e das mais diversas nacionalidades estarão conectados ao evento, pela internet, enviando mensagens e imagens de suas comemorações. O evento é uma realização do Centro de Teatro do Oprimido com patrocínio do Ministério da Cultura, Ministério da Saúde e Governo Federal, promoção da TV Globo, apoio da Prefeitura do Rio e Aquareela. 
http://ctorio.org.br


 

 

14 março 2010

As crianças e os meios de comunicação social

 Tenho estudado a relação da criança e as novas mídias e a inserção da criança nos meios de comunicação social. E é um grande desafio para a educação, alguns esudiosos no assunto como Eliana Pougy, nos alerta a refletir sobre o assunto. A formação das crianças é o primeiro, mas não menos importante, é a formação dos meios de comunicação social. Os complexos desafios que se apresentam para a educação nos dias de hoje estão frequentemente vinculados à ampla influência dos meios de comunicação social no nosso mundo. Como um dos aspectos do fenómeno da globalização, e facilitados pelo rápido desenvolvimento da tecnologia, os meios de comunicação social modelam profundamente o ambiente cultural,  algumas pessoas afirmam que a influência formativa dos meios de comunicação social concorre com a da escola, da Igreja e talvez mesmo do lar. Para outras, a realidade corresponde ao que os mass media definem como tal.
E a relação entre crianças, meios de comunicação social e educação pode ser considerada a partir de duas perspectivas: a formação das crianças por parte dos mass media; e a formação das crianças para que respondam apropriadamente aos mass media. Sobressai ai um tipo de reciprocidade que indica as responsabilidades dos meios de comunicação social como indústria e a necessidade de uma participação ativa e crítica dos leitores, dos espectadores e dos ouvintes. Nesta perspectiva, formar-se no uso apropriado dos meios de comunicação social é essencial para o desenvolvimento cultural, moral e espiritual das crianças. As crianças expostas ao que é estética e moralmente excelente são ajudadas a desenvolver o apreço, a prudência e as capacidades de discernimento. É preciso reconhecer o exemplo dos pais e os benefícios da apresentação aos jovens dos clássicos infantis da literatura, das belas-artes e da música.  São vários os canais, programas que as crianças lidam diariamente e que muitas vezes sabem até melhor que os pais como entendê-los, porém é somente impressão. A criança não tem maturidade suficiente para selecionar a programação mais adequada para sua faixa etária. Assim como os pais orientam seu filho quanto a alguns cuidados a serem tomados com outros eletrodomésticos, devem ensiná-los também a fazer bom uso da TV e do computador, observando o conteúdo da programação e o tempo que a criança fica exposta aos mesmos. Muitas vezes a criança chega a passar cerca de três horas na frente da telinha e nesse tempo ela deixa de realizar outras atividades essenciais ao seu desenvolvimento como o esporte e a interação social. Por isso intercalar o período passado na frente da TV e do computador, com outras atividades é uma alternativa para aliviar o estresse físico e mental crescente nos dias de hoje.

12 março 2010

CAPEM - 2º Lugar Nacional do Prêmio da Igualdade Racial

 
Concorrendo com mais de 70 instituições de todo o Brasil, CAPEM conquista o 2º lugar nacional do PRÊMIO DA IGUALDADE RACIAL, promovido pela SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e o CRIAR BRASIL. Parabéns a toda equipe do Centro Aplicado de Pesquisa em Educação Multi-étnica que é uma organização não-governamental, de ação educacional e cultural, sem fins lucrativos com a missão de promover a inclusão social utilizando a educação, a cultura e a multi-etnicidade brasileira como instrumentos de interseção que diluam as diferenças e contribuam para a melhoria das condições de vida das camadas empobrecidas do Brasil, tendo como ponto de partida a Baixada Fluminense.

Babilônia Cultural

Espaço Convés - Gragoatá - Niteroí - Após a praça da Cantareira


Olhos da Alma

"Há pessoas que passam por um bosque e só vêem lenha para fogueira". Que olhos da alma nos permita ver a grandeza do Bosque, os frutos, as flores, a sabedoria dos rios que contornam os obstáculos!

09 março 2010

Flores na vida

Tem horas que a gente pensa que tudo está meio sem rumo, neste momento meus pensamentos voam. E pra variar converso muito com Deus. Pesquisando material para minha monografia achei este vídeo que é uma graça da expressão do amor. Ah! as flores, flores que expressam as cores, a suavidade da vida, do perfume que podemos e devemos deixar invadir nossas vidas e como no sorriso de uma criança acreditar que tudo é possível e que podemos tudo.
Em 2010, o movimento feminista comemora 100 anos 
da proposição do Dia Internacional da Mulher


No ano de 1908, as mulheres socialistas dos Estados Unidos organizaram um Dia das Mulheres dedicado à luta pelo direito ao voto.Essas mulheres eram parte do movimento sindical e socialista e foram protagonistas de amplos movimentos grevistas por direitos trabalhistas. Em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, Dinamarca, Clara Zetkin propõe que, a exemplo das americanas, começasse a ser celebrado o Dia Internacional das Mulheres. Nos anos seguintes, as comemorações se espalharam pela Europa, mas ainda sem data fixa e única para todos os países, apesar de sempre fazerem referência ao direito ao voto feminino como parte da luta pela emancipação das mulheres. A data do 8 de março aparece em 1917, quando um grupo de operárias russas inicia uma greve geral contra a fome, a guerra e o czarismo, construindo um processo de lutas que deu início à revolução de fevereiro.

No Brasil, a data é celebrada com atos públicos e manifestações em diversas cidades, muitas delas organizadas por organizações associadas à ABONG que lidam com o tema da desigualdade de gênero e questão da mulher.
 Texto extraído do site da Abong

08 março 2010

Ser Mulher


Mulheres expressão mais sublime de Deus


Mulher


Mulheres, personalidades honradíssimas Temos nós, orgulho em tê-las. Mãe, amada, irmã... amissíssimas Impossível não percebê-las. Desde as meigas, às extremistas, Não há quem possa vencê-las. Como mãe, semeia esperança Como irmã, espalha fervor Se esposa, há perseverança Se sofrida, nos causa dor Se trabalhadora, emite confiança, Mas em tudo, cultiva amor. Mulher, símbolo da vida, Imagem da perfeição. Tantas vezes abatida Por causa da traição De alguém que, “enlouquecida” Entregou seu coração. Com palavras vim demonstrar, Da humanidade a gratidão, Tu mereces compartilhar De toda realização, Pois está sempre a participar Do que enaltece uma nação. Independente do nome Que você recebeu, É a maior demonstração De beleza, garra, amor.... fé. Por tudo isso você conquistou O Dia Internacional da Mulher. 
 Vinicius de Moraes

02 março 2010

Governo pode adotar dois sistemas de rádio digital para o Brasil

O governo federal poderá adotar os dois modelos em avaliação como padrões de rádio digital, apesar do país estar fazendo testes comparativos entre o americano, conhecido como In-band on-channel (Iboc), e o europeu, o Digital Radio Mondiale (DRM. Diferentemente do que ocorreu com a TV digital - em que o modo japonês foi o único escolhido -, os dois modelos de rádio digital poderiam coexistir com viabilidade econômica, embora comercialmente um deva se sobrepor ao outro. Politicamente, a saída agradaria tanto às emissoras que já investiram no modelo Iboc, quanto aos partidários do modelo DRM, que é livre de royalties. Para tomar esta decisão, o Ministério das Comunicações avalia a publicação de uma portaria com parâmetros que não restrinjam o mercado a um só modelo. O ministro Hélio Costa quer resolver a questão antes de deixar o governo, até o fim de março.

O único fabricante americano do Iboc, que já fornece sistemas digitais a emissoras brasileiras, é o consórcio Ibiquity, que cobra royalties pelo uso. Algumas das 4,5 mil emissoras comerciais de AM e FM já adquiriram equipamentos para migrar do modelo analógico para o digital. A principal vantagem do Ibiquity é a certeza das emissoras em digitalizar-se mantendo o mesmo canal (número no dial). Mas governo e empresas têm restrições quanto aos royalties cobrados. Um grupo de técnicos e universidades ainda mantém os estudos do modelo DRM. Se os testes provarem que o modelo europeu também permitirá que as rádios mantenham os canais de transmissão - questão pétrea para as emissoras -, então a discussão comercial esquentará, porque o modelo europeu não cobra royalties. O problema, porém, seria que as empresas que compraram o Ibiquity já gastaram, em média, R$ 150 mil pelos equipamentos, e, portanto, preferem o modelo americano. Nos testes já encerrados, o Ibiquity teve problemas de eficácia em ondas médias (AM) e curtas (OC e OT). Para FM, são perfeitos.

Pode não ser viável economicamente, contudo, produzir receptores de rádio que aceitem os dois modelos, Ibiquity e DRM. Por isso pode haver segregação entre os aparelhos receptores AM/FM e os específicos para ondas curtas.
No caso das ondas curtas, o DRM já provou ser mais vantajoso, com grande ganho de qualidade de som e livre das frequentes interferências na banda. A aceitação pelo governo dos dois modelos poderia permitir que essas emissoras de OC e OT transmitissem em sistema diferente das AM/FM. Daí a possibilidade de coexistirem ambos os modelos de rádio digital no país. A hipótese não é absurda, haja vista que existe hoje, no Brasil, 1,5 aparelho receptor de rádio por pessoa e que as ondas curtas têm um mercado bastante específico.

Como o sistema de rádio digital é, em termos gerais, mais barato que o da TV digital - em que foi definido o padrão japonês -, a possibilidade de haver mais de um modelo não restringiria o potencial econômico para ambos os sistemas conviverem. No caso da TV, a multiplicidade de modelos reduziria perspectivas de crescimento e exportação de infraestrutura e aparelhos receptores para países vizinhos.

Antes férrea defensora do Ibiquity, a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) espera o encerramento dos testes do DRM para apresentar sua posição final. "A única posição em que a associação é irredutível sobre a rádio digital hoje é a previsão de as emissoras manterem o mesmo canal de transmissão", diz Luis Roberto Antonik, diretor-geral da Abert. "Defendemos essa ideologia e não necessariamente um padrão".

Pela rádio digital, o usuário poderá ter, além de maior qualidade de som, serviços agregados, como a possibilidade de ouvir podcasts, interagir na programação e receber imagens e informações no visor do aparelho.

Fonte: Valor Econômico

Pesquisa traz dados sobre Educação Integral


"Estudo aponta que 1,1 milhão de alunos estudam em escolas públicas com jornada ampliada. Em 39% das redes, experiência é recente." Apesar de o número de alunos atendidos pela educação integral no País ainda ser relativamente baixo, a ampliação da jornada escolar nas redes públicas mostra avanços significativos. Foi o que revelou a pesquisa “Educação Integral/Educação Integrada e Tempo Integral: Concepções, Práticas na Educação Brasileira”, encomendada pelo Ministério da Educação (MEC), divulgada nessa semana.
Das 500 redes públicas que responderam ao questionário e confirmaram a oferta da Educação integral, 39% realizam a experiência a menos de um ano. Para Leandro Fialho, da diretoria de educação integral do MEC, o avanço se deve ao programa Mais Educação (empregado em 2008 e ampliado em 2009) que “criou um movimento de discussão nacional da educação integral”.

O questionário desenvolvido por universidades federais de Brasília, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro foi respondido por 2.112 do total de 5.564 municípios brasileiros; número considerado relevante por Fialho. Segundo ele, haverá uma segunda etapa qualitativa da pesquisa, cujos resultados deverão ser divulgados até o final do ano.

O estudo indica que a implantação da Educação integral no País ainda se dá de forma bastante desigual. Enquanto 37% das redes da Região Sudeste que responderam à pesquisa já ampliaram a jornada escolar, o número foi de apenas 3% no Norte do país. Mesmo com números significativos de municípios que responderam ao questionário da pesquisa, Pará, Acre, Rondônia e Roraima não relataram a implantação da experiência.

Lendro Fialho afirma que estados nos quais a população é predominantemente rural têm maior dificuldade de aderir à Educação integral. “Os problemas da Educação regular no campo, como o pequeno número de alunos por escola, se acentuam com a ampliação da jornada”.

Na avaliação de Maria do Carmo Brant de Carvalho, Carminha, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o Mais Educação de fato conseguiu ampliar o debate sobre a Educação integral, que para ela estava completamente esquecido.

Apesar do otimismo em relação às recentes iniciativas do MEC na área, a superintendente do Cenpec considera muito pequenos os números detectados pela pesquisa. ”Há muita fragilidade e superficialidade na introdução da Educação integral no Brasil.. Não basta aumentar o tempo da jornada escolar se não houver uma proposta de educação integral coerente”, reitera Carminha.

As redes que participaram da pesquisa declaram que 76,4% das experiências de ampliação da jornada escolar estão integradas ao Projeto Pedagógico das escolas. Embora considere positivo as redes já terem incorporado o discurso da integração, ela desconfia que isso ocorra. “É preciso que haja uma intencionalidade pedagógica muito clara. Se as ‘atividades extracurriculares’ não conversarem com as disciplina formais, não é educação integral”, alerta.

Mais informações:
Leia a íntegra da pesquisa “Educação Integral/Educação Integrada e Tempo Integral: Concepções, Práticas na Educação Brasileira” aqui.

455 anos - Parabéns Rio de Janeiro


Foto: ww.lingalog.net 
RIO, DE CORAÇÃO
Quando te olho, Rio, esqueço-me de quem sou
E admiro tua paisagem forte,
De pesos e nuances tantas
Que o fôlego adquire um ar de nobre.
E esses teus mares, montanhas e céu invejáveis,
Tua Baixada e tua Zona Sul,
De tropeços tão únicos,
Que fazem de ti a desarmoniosa escultura
De um palco alvissareiro e elegante,
Que se estampa nas prateleiras
E esconde teus quintais.
Quando te olho, Rio, orgulho-me de tua acolhida.
E dentro deste peito uma coisa cresce certa,
Tal qual um assombro de ternura e vaidade.
Quando denuncias, de braços abertos,
Que és casa de boa conduta, tomada em doce canção,
E percorro tuas Linhas, sejam Amarelas, Verdes ou Vermelhas,
Que trazem aos visitantes a realidade das favelas.
Estas mesmas que decoram teus morros
E que, à noite, transformam-se em aquarelas luminosas.
E lá, do outro lado, por onde escorrem as Serras,
Não escondes as maravilhas que a ti pertencem

Quando te olho, Rio, retrocedo em muitas infâncias
E enriqueço-me com tuas glórias e louvores
Que traçaram muitos rumos escutando teus lamentos
De Zona Oeste e Zona Norte, que complementam o labirinto
De onde muitos desconhecem valores ímpares
Da carioquice resguardada em velados preconceitos

De sua ruas, travessas, avenidas e estradas
Lagoas, riachos, florestas e toda a gente carioca
E nasce a pergunta que explode em tantos gritos:
"Quem pode te olhar com desdém,
Quando dois braços abertos
São os convites à elegância de tuas formas?"
Quando te olho, Rio, esqueço-me de quem sou...  
Autora: Márcia Ribeiro